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Líder do PSL na Câmara se diz 'traído' por Bolsonaro e fala em 'vagabundagem'
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Em derrota do Planalto, PSL mantém líder na Câmara e destitui filhos de Bolsonaro
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em uma derrota para a ala do PSL ligada ao presidente Jair Bolsonaro, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados afirmou nesta quinta-feira (17) que o Delegado Waldir (GO) continua líder do partido na Casa. A Secretaria-Geral conferiu as assinaturas das três listas protocoladas na noite desta quarta (16), duas delas apresentadas pela ala bolsonarista do PSL, que tentava destituir Waldir e substituí-lo pelo deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), na liderança da legenda na Câmara. Segundo deputados, o presidente atuou pessoalmente para influir no processo. A disputa opõe aliados de Bolsonaro e do presidente do PSL, Luciano Bivar (PE). Em outro capítulo da guerra aberta dentro do PSL, Bivar destituiu Eduardo Bolsonaro (SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) das presidências da legenda em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. Ambos são filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Outra aliada de Bolsonaro, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) também foi removida do comando do PSL do Distrito Federal. Na noite de quarta, a ala bolsonarista entregou uma lista com 27 assinaturas para tirar Waldir do comando da bancada. Pouco depois, a ala bivarista apresentou sua própria lista, com 31 deputados. Os aliados do presidente apresentaram outra lista, com 27 nomes. Segundo a Secretaria-Geral, das 27 assinaturas da primeira lista, 26 conferiram. Na lista dos apoiadores de Waldir, dos 31 nomes, 29 foram confirmados. E da terceira, dos 27 nomes, 24 conferiram –a assinatura é comparada com o cartão de assinatura do deputado. A SGM reportou a análise ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que chancelou. Pelas regras, a última lista apresentada valeria. Mas, como não alcançou um nome a mais da metade dos parlamentares do partido, foi desconsiderada. Ficou valendo, então, a protocolada pelos apoiadores do Delegado Waldir, a única também com apoio de mais da metade dos deputados peselistas. Alguns nomes aparecem nas duas listas, como os dos deputados Coronel Chrisóstomo, Daniel Silveira e Luiz Lima. Nesta quinta, Delegado Waldir reuniu jornalistas e afirmou que os dissidentes da ala bolsonarista não serão expulsos, mas poderão sofrer sanções legais. “Ninguém vai ser expulso. Nós vamos atender o que existe de regras na Constituição, no que existe no regimento da Câmara e dentro do regimento do PSL”, afirmou. Apesar do tom pacificador, Waldir criticou “algumas pessoas que não respeitaram o partido, o presidente Luciano Bivar, a minha pessoa e outros parlamentares.” Ele disse estar sofrendo uma campanha “deliberada” para prejudicar a imagem de alguns parlamentares com fake news. “Esses que estão usando esse critério, propagando difamação, até calúnia, essas pessoas sofrerão as sanções legais”, disse. O parlamentar minimizou ainda o embate com os bolsonaristas. “Só aconteceu, o que é muito normal na democracia, uma disputa pela liderança do PSL, que é um espaço estratégico.” Waldir afirmou que sua liderança é temporária e termina em janeiro, e que em fevereiro o partido escolherá outro líder. O parlamentar disse ter começado a elaborar uma lista ao tomar conhecimento de que havia o recolhimento de assinaturas de alguns parlamentares. Apesar disso, Waldir afirmou que pretende pacificar o PSL. “A gente sabe que houve um grande embate, muito desgaste, mas queria dizer que nós somos extremamente fiéis ao governo. Repetir: 98% fiel ao governo”, afirmou o parlamentar, que negou ter obstruído, na terça, a votação da medida provisória que reformulava a estrutura do governo. Durante a sessão, Waldir determinou que a legenda entrasse em obstrução —tática comumente usada pela oposição para dificultar votações de interesse do Planalto. Segundo o parlamentar, a obstrução teve como objetivo evitar que os peselistas levassem falta no plenário. MAIA Mais cedo, em referência à disputa travada na bancada do PSL, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que brigas internas de partidos não atrapalham o andamento das pautas no Congresso. “Há um ambiente de modernização do Estado brasileiro que contamina a maioria daquela Casa e não são brigas internas de partido A ou B que vão atrapalhar o prosseguimento da nossa pauta”, disse Maia. Ele confirmou na ocasião que a decisão sobre a liderança da bancada caberia à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, com a verificação e a contagem das assinaturas. “O que for checado será cumprido. Essa não é uma decisão política, é uma decisão estritamente da Secretaria-Geral”, afirmou.
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Grupo de Bolsonaro retoma ofensiva para tentar destituir líder do PSL na Câmara
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A ala do PSL ligada ao presidente Jair Bolsonaro retomou nesta segunda-feira (21) os esforços para tentar destituir o deputado Delegado Waldir (GO), aliado do presidente do partido, Luciano Bivar (PE), da liderança na Câmara. O líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse ter protocolado às 9h30 junto à Secretaria-Geral da Mesa Diretora uma lista com 29 assinaturas para destituir Waldir da liderança do PSL na Câmara e substitui-lo pelo deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente. Para chancelar a troca de comando, a Secretaria-Geral da Mesa Diretora precisa conferir as assinaturas -é preciso ter o apoio de metade mais um dos deputados do partido para a lista valer. Na semana passada, a ala bolsonarista apresentou duas listas, ambas com 27 assinaturas. A primeira teve 26 validadas, e a segunda, 24. Em uma rede social, Vitor Hugo afirmou ter assinado a lista e reunido as assinaturas de Alê Silva (MG), Aline Sleutjes (PR), Bia Kicis (DF), Bibo Nunes (RS), Carla Zambelli (SP), Carlos Jordy (RJ), Caroline de Toni (SC), Chris Tonietto (RJ), Coronel Armando (SC), Coronel Chrisóstomo (RO), Daniel Freitas (SC), Daniel Silveira (RJ), Dr. Luiz Ovando (MS), Eduardo Bolsonaro (SP), Enéias Reis (MG), Filipe Barros (PR), General Girão (RN), General Peternelli (SP), Guiga Peixoto (SP), Helio Lopes (RJ), Junio Amaral (MG), Léo Motta (MG), Luiz Lima (RJ), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), Marcelo Brum (RS), Marcio Labre (RJ), Ricardo Pericar (RJ) e Sanderson (RS). Pode haver também outro entrave. Na sexta (18), em convenção em Brasília, a ala ligada a Bivar anunciou a suspensão de cinco deputados bolsonaristas -Carlos Jordy, Alê Silva, Bibo Nunes, Carla Zambelli e Filipe Barros. O objetivo da manobra era impedir que eles representassem o PSL em qualquer atividade na Câmara, incluindo a votação para líder da bancada. Nesta segunda, o líder do governo afirmou que "as suspensões de deputados do PSL que haviam sido anunciadas não foram confirmadas oficialmente, e por isso todas as assinaturas valem". Sem os cinco nomes, a ala bolsonarista não alcançaria os 27 deputados necessários para destituir Waldir. A nova ofensiva do governo pela liderança do partido na Câmara ocorre após a guerra travada pelas duas alas na semana passada. A ala bolsonarista tentou destituir Waldir da liderança do PSL na Casa, sem sucesso. Em retaliação, o presidente Jair Bolsonaro retirou a deputada Joice Hasselmann (SP) da liderança do governo no Congresso. Ela deve ser substituída pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO), que é vice-líder. Bivar decidiu ainda destituir Eduardo e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente, dos comandos da legenda em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. Outra aliada de Bolsonaro, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) também foi removida da presidência do PSL do Distrito Federal. Em meio a isso tudo, foram divulgados dois áudios que acirraram os ânimos nas duas alas. O presidente foi gravado falando com um interlocutor sobre a lista para retirar Waldir da liderança do PSL. Em outro, o próprio Waldir chamou Bolsonaro de vagabundo e disse que ia implodir o presidente. O áudio, de duração de nove minutos, traz uma série de reclamações dos deputados sobre a interferência do presidente na liderança do partido. Houve ainda denúncias de compra de apoio de parlamentares por Bolsonaro. Segundo Waldir, o presidente teria oferecido cargos e controle partidário a quem votasse em Eduardo para líder do PSL na Câmara. A atual crise no partido tem como origem o esquema de candidaturas laranjas do PSL, caso revelado pela Folha em uma série de publicações desde o início do ano. O episódio é um dos elementos de desgaste entre o grupo de Bivar e o de Bolsonaro, que ameaça deixar o partido.
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Líder do PSL na Câmara chama Bolsonaro de vagabundo e diz que implodirá presidente
BRASÍLIA, DF, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em meio ao racha do PSL, o deputado Delegado Waldir (GO), líder do partido na Câmara, foi gravado dizendo que vai implodir o governo de Jair Bolsonaro (PSL). "Vou fazer o seguinte, eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele, eu tenho a gravação. Não tem conversa, eu implodo o presidente, cabô, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo, cara. Eu votei nessa porra, eu andei no sol 246 cidades, no sol gritando o nome desse vagabundo", disse o deputado. A reportagem teve acesso ao áudio, revelado pelo site R7. A conversa foi gravada no gabinete do deputado nesta quarta-feira (16). O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) admitiu ter gravado a conversa. Segundo Silveira, "Bolsonaro ficou surpreso e não esperava que houvesse um grupo tão coeso articulado com o centrão". Silveira disse ainda que não divulgou a conversa, cuja gravação fora encaminhada por ele a outros deputados ligados ao presidente, incluindo seu filho e também deputado Eduardo Bolsonaro. "A gente tem que preservar o presidente", disse Silveira, defensor da permanência de Bolsonaro no PSL desde que o partido seja alinhado ao presidente da República. O áudio, de duração de nove minutos, traz uma série de reclamações dos deputados sobre a interferência do presidente na liderança do partido. O deputado Felipe Francischini (PR) reclamou que Bolsonaro agora quer tomar a liderança de um partido que ele só fala mal. "Ele começou a fazer a putaria toda falando que todo mundo é corrupto. Daí ele agora quer tomar a liderança do partido que ele só fala mal?", afirmou. Vários deles se queixam da reunião no Palácio do Planalto, em que o presidente teria pressionado os deputados a assinarem uma lista para destituir o Delegado Waldir da liderança. A deputada Professora Dayane Pimentel (BA) diz que não foi ao encontro porque sabia que isso aconteceria. "Eu não fui por isso." Um outro parlamentar comenta o fato de que o presidente foi gravado no Planalto e chama ele de burro. "Pior que o presidente foi gravado. É burro. Foi gravado. Como é que o presidente é gravado?", diz. O grupo de deputados do PSL também demonstra insatisfação com o tratamento do Planalto. "Eu nunca fui tão assediado como agora, tá? O Palácio nunca ligou tanto para mim, desde a minha posse", diz um deles. Um integrante da bancada diz que os deputados do PSL foram tratados como "cachorro" desde que Bolsonaro foi eleito. "O que a gente está passando? A gente foi tratado que nem cachorro desde que ele ganhou a eleição. Nunca atendeu a gente em porra nenhuma." RECUO Nesta quinta-feira (17), o líder do PSL na Câmara voltou atrás sobre a fala de que implodiria Bolsonaro. "Isso já passou. Nós somos Bolsonaro. Somos que nem mulher traída, apanha, mas mesmo assim volta ao aconchego", afirmou Delegado Waldir. O parlamentar contemporizou a declaração, que disse vir de "momento de sentimentos". "É uma fala de emoção", afirmou. Ele disse que foi motivado por um sentimento de que o presidente foi ingrato com os parlamentares. "Não só comigo, com dezenas de parlamentares, com o presidente Luciano Bivar", disse. O líder afirmou que trabalhará para unificar a bancada. Waldir disse que os excessos de deputados dissidentes serão punidos. "Existe o Conselho de Ética da Câmara e do partido, existem várias normas e dentro desse regramento com certeza nós iremos representar contra quem cometeu excessos", disse na saída de almoço com a bancada, que também reuniu o presidente da legenda. DERROTAS DE BOLSONARO Ainda nesta quinta, o presidente Bolsonaro sofreu duas importantes derrotas, em meio à crise deflagrada entre ele e o presidente nacional do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE). A primeira derrota foi a permanência do Delegado Waldir como líder do PSL na Câmara. Um dia antes, com a ajuda de Bolsonaro, aliados do Palácio do Planalto tentaram destituir Waldir do cargo e substituí-lo pelo deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente Bolsonaro. Antes de confirmar a permanência de Waldir, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados conferiu as assinaturas das três listas protocoladas na noite de quarta, duas delas apresentadas pela ala bolsonarista do PSL. Segundo deputados, o presidente atuou pessoalmente para influir no processo. Em outro capítulo da guerra aberta no PSL, Bivar decidiu destituir Eduardo e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente, dos comandos da legenda em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. Outra aliada de Bolsonaro, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) também foi removida da presidência do PSL do Distrito Federal. Num contragolpe, contrariado com o fato de a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) ter assinado a lista de apoio à manutenção de Delegado Waldir como líder do partido, Bolsonaro decidiu retirar a parlamentar da liderança do governo no Congresso. Ela deve ser substituída pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO), que é vice-líder. Nas redes sociais, Fabio Wanjgarten, secretário especial de Comunicação Social da Presidência, publicou um tuíte, sem mencionar a crise do PSL, destacando a "força popular" de Bolsonaro. "Não é exagero falar que muitos só estão onde estão por causa do presidente. Jamais teriam saído da irrelevância sem a força popular dele. Dizer que nunca foram ajudados é negar a própria origem. Lealdade e gratidão podem ser esquecidas quando convém, mas não pelo povo", escreveu. O esquema de candidaturas laranjas do PSL, caso revelado pelo jornal Folha de S.Paulo em uma série de publicações desde o início do ano, deu início a atual crise na legenda e tem sido um dos elementos de desgaste entre o grupo de Bivar e o de Bolsonaro, que ameaça deixar o partido. O escândalo dos laranjas já derrubou o ministro Gustavo Bebianno, provocou o indiciamento e a denúncia do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e levou a uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal a endereços ligados a Bivar em Pernambuco. Na semana passada, diante disso, Bolsonaro requereu a Bivar a realização de uma auditoria externa nas contas da legenda. A ideia tem sido a de usar eventuais irregularidades nos documentos como justa causa para uma desfiliação de deputados da sigla, o que evitaria perda de mandato. O episódio, no entanto, criou uma disputa interna na sigla, com a ameaça inclusive de expulsões. A aliados Bolsonaro tem dito que só oficializará a saída do PSL caso consiga viabilizar a migração segura de cerca de 20 deputados do PSL (de uma bancada de 53) a outra sigla. Nos bastidores, esses parlamentares já aceitam abrir mão do fundo partidário do PSL em troca de uma desfiliação sem a perda do mandato. A previsão é de que o PSL receba R$ 110 milhões de recursos públicos em 2019, a maior fatia entre todas as legendas. A lei permite, em algumas situações, que o parlamentar mude de partido sem risco de perder o mandato —entre elas mudança substancial e desvio reiterado do programa partidário e grave discriminação política pessoal. GUERRA DE LISTAS Na noite de quarta, a ala bolsonarista entregou uma lista com 27 assinaturas para tirar o deputado Delegado Waldir do comando da bancada. Pouco depois, a ala bivarista apresentou sua própria lista, com 31 deputados. Os aliados do presidente apresentaram outra lista, com 27 nomes. Segundo a Secretaria-Geral, das 27 assinaturas da primeira lista, 26 conferiram. Na lista dos apoiadores de Waldir, dos 31 nomes, 29 foram confirmados. E da terceira, dos 27 nomes, 24 conferiram –a assinatura é comparada com o cartão de assinatura do deputado. A Secretaria-Geral reportou a análise ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que a chancelou. Pelas regras, a última lista apresentada valeria. Mas, como não alcançou um nome a mais da metade dos parlamentares do partido, foi desconsiderada. Ficou valendo, então, a protocolada pelos apoiadores do Delegado Waldir, a única também com apoio de mais da metade dos deputados peselistas. Alguns nomes aparecem em listas rivais, como os dos deputados Coronel Chrisóstomo, Daniel Silveira e Luiz Lima. Nesta quinta, Delegado Waldir reuniu jornalistas e afirmou que os dissidentes da ala bolsonarista não serão expulsos, mas poderão sofrer sanções legais. “Ninguém vai ser expulso. Nós vamos atender o que existe de regras na Constituição, no que existe no regimento da Câmara e dentro do regimento do PSL”, afirmou. Apesar do tom pacificador, Waldir criticou “algumas pessoas que não respeitaram o partido, o presidente Luciano Bivar, a minha pessoa e outros parlamentares.” Ele disse estar sofrendo uma campanha “deliberada” para prejudicar a imagem de alguns parlamentares com fake news. “Esses que estão usando esse critério, propagando difamação, até calúnia, essas pessoas sofrerão as sanções legais”, disse. RAIO-X DO PSL 271.195 filiados (em ago.19) 3 governadores (SC, RO e RR), de um total de 27 estados 53 deputados federais, de 513; 2ª maior bancada, atrás da do PT (54) 3 senadores, de 81; a maior bancada, do MDB, tem 13 R$ 110 mi - repasses do fundo partidário em 2019 (estimativa) OS DOIS LADOS NO RACHA NO PSL Bolsonaristas: Eduardo Bolsonaro (SP), deputado federal Major Vitor Hugo (GO), líder do governo na Câmara Helio Negão (RJ), deputado federal Carlos Jordy (RJ), deputado federal Bia Kicis (DF), deputada federal Carla Zambelli (SP), deputada federal Filipe Barros (PR), deputado federal Bibo Nunes (RS), deputado federal Alê Silva (MG), deputada federal (retirada da Comissão de Finanças e Tributação) Daniel Silveira (RJ), deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), deputado federal Flávio Bolsonaro (RJ), senador (Senado) Bivaristas: Delegado Waldir (GO), líder do partido na Câmara Joice Hasselmann (SP), deputada federal e ex-líder do governo no Congresso Junior Bozzella (SP), deputado federal Felipe Francischini (PR), deputado federal (presidente da CCJ) Sargento Gurgel (RJ) deputado federal (cotado para substituir Flávio Bolsonaro no diretório estadual do Rio de Janeiro) Nelson Barbudo (MT), deputado federal Professora Dayane Pimentel (BA), deputada federal Delegado Antônio Furtado (RJ), deputado federal Delegado Pablo (AM), deputado federal Heitor Freire (CE), deputado federal Major Olimpio (SP), senador
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Líder do PSL na Câmara diz em áudio que vai implodir Bolsonaro
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio ao racha do PSL, o deputado Delegado Waldir (GO), líder do partido na Câmara, foi gravado dizendo que vai implodir o governo de Jair Bolsonaro (PSL). "Vou fazer o seguinte, eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele, eu tenho a gravação. Não tem conversa, eu implodo o presidente, cabô, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo, cara. Eu votei nessa porra, eu andei no sol 246 cidades, no sol gritando o nome desse vagabundo", disse o deputado. A reportagem teve acesso ao áudio, revelado pelo site R7. A conversa foi gravada dentro do gabinete do deputado nesta quarta-feira (16). Em meio a um racha no PSL, escancarado depois de o presidente admitir que pode deixar a legenda, deputados do partido deflagraram uma guerra de listas na noite de quarta-feira (16) para troca do líder na Câmara.  A disputa põe em choque aliados do presidente Jair Bolsonaro e do presidente da legenda, o deputado Luciano Bivar (PE). Bolsonaro e Bivar estão há mais de uma semana em atrito, depois de o presidente afirmar que o colega de partido está "queimado pra caramba". Bivar também foi alvo de operação da Polícia Federal que investiga suposto esquema de candidaturas laranjas. O atual líder da bancada é Delegado Waldir (GO), mas bolsonaristas querem substituí-lo por Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente, como o jornal Folha de S.Paulo antecipou. Segundo deputados, Bolsonaro atuou pessoalmente para influir no processo. As versões desencontradas geraram uma confusão no protocolo da Câmara. A ala bolsonarista entregou uma lista com 27 assinaturas para tirar Waldir do comando da bancada. Uma contra-lista foi então apresentada com 32 deputados. Como o PSL tem 53 parlamentares, a conta não fecha. O impasse foi instaurado. Como a lista para manter Waldir na liderança foi a última protocolada, é ela que vale por enquanto para a Câmara. Eduardo já comentou uma eventual substituição. "O meu compromisso aqui é ficar até dezembro, oportunidade em que teremos eleições para o ano que vem", afirmou em entrevista coletiva, cercado pelo núcleo duro dos bolsonaristas. As assinaturas, porém, terão de ser checadas pela administração da Câmara para conferir se são autênticas, e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem de chancelar a medida para que ela entre em vigor. Os deputados de ambos os grupos não mostraram as listas à imprensa. No lado bolsonarista, a decisão dos congressistas vem na esteira da crise do PSL. Waldir vinha retaliando, desde a semana passada, deputados da ala dissidente, retirando-os de comissões e de posições na liderança do partido. "A minha intenção é apenas manter o status quo, muitos deputados foram retirados de comissão, ocorreu uma retaliação e pareceu que se estava fazendo política com o fígado", disse Eduardo. O filho do presidente também afirmou que sua indicação para ocupar a embaixada do Brasil em Washington é secundária. "Todos os temas como embaixada, ou viagem para a Ásia, esses são temas secundários, a gente está aqui para cuidar dos nossos eleitores", afirmou. O mandato seria tampão. Washington está sem embaixador há meses. Delegado Waldir chegou a dizer publicamente que Bolsonaro estava ligando para deputados para destituí-lo do cargo.  "O presidente está ligando para cada parlamentar e cobrando o voto no filho dele", disse. Em conversas reservadas, Bolsonaro tem defendido a necessidade de se criar um movimento maior de apoio a ele e que eleve a pressão sobre Bivar para a realização de uma auditoria externa nas contas do PSL. A ideia tem sido a de usar eventuais irregularidades nos documentos como justa causa para uma desfiliação de deputados da sigla, o que evitaria perda de mandato. Como a articulação até agora criou um racha no partido que colocou em risco a pauta de votações no Congresso, a ordem de Bolsonaro a aliados tem sido de que a movimentação seja feita da forma mais discreta possível e que seja intensificada em novembro, quando ele voltar de viagem à Ásia. RAIO-X DO PSL 271.195 filiados (em ago.19) 3 governadores (SC, RO e RR), de um total de 27 estados 53 deputados federais, de 513; 2ª maior bancada, atrás da do PT (54) 3 senadores, de 81; a maior bancada, do MDB, tem 13 R$ 110 mi - repasses do fundo partidário em 2019 (estimativa)
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Líder do PSL na Câmara se diz 'traído' por Bolsonaro e fala em 'vagabundagem'
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O deputado Delegado Waldir (GO) afirmou na manhã desta sexta-feira (18) que o Palácio do Planalto e ministros do governo estão atuando junto a parlamentares para derrubá-lo da liderança do PSL na Câmara. Ele disse ainda ter sido "traído" pelo presidente Jair Bolsonaro. Waldir deu as declarações ao chegar para uma reunião da executiva do PSL, um dia depois de ter sido divulgado um áudio em que o parlamentar diz que vai implodir o governo Bolsonaro -depois ele recuou e afirmou ter feito a fala em um "momento de sentimentos". "Nada do que eu falei [no áudio] é mentira. Se você for traído, como vai se sentir? Eu fui traído. O presidente pessoalmente está interferindo para me tirar da liderança. Isso não é traição?", disse.  "Se eu sou fiel a ele desde 2011. Se ele pessoalmente, junto com o líder do governo [deputado] Vitor Hugo [PSL-GO] e o senador [governador] Ronaldo Caiado [DEM] trabalham para me derrubar do diretório de Goiás. E assim está fazendo com outros parlamentares no país todo. Isso não é traição? Isso não é vagabundagem? Então eu não retiro nada do que eu falei." O PSL vive há dias uma guerra aberta entre aliados do presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), e um grupo alinhado ao presidente Bolsonaro. O racha ficou evidente depois de Bolsonaro ter aconselhado um seguidor a esquecer o partido e ter dito que Bivar estava queimado.  A crise no PSL extrapolou nesta quinta-feira (17) as barreiras do partido e atingiu a articulação política do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.  Em meio ao clima de beligerância no PSL, o presidente sofreu derrotas em série, foi chamado de vagabundo pelo líder do partido na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO), e, em um contragolpe, decidiu tirar a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso. Os bolsonaristas tentaram nesta semana destituir Waldir (do grupo pró-Bivar) da liderança do PSL na Câmara, mas a manobra não foi exitosa porque houve a invalidação de assinaturas. Os bolsonaristas estão tentando novamente reunir apoios na bancada do PSL na Câmara para derrubar o deputado e substituí-lo por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República.  "É muito difícil um líder como eu permanecer, considerando que o presidente usa o Palácio do Planalto pessoalmente, ligando para parlamentares, interferindo no Parlamento. É extremamente difícil você competir quando ministros pessoalmente ligam para cada parlamentar, estão pedindo para assinar a lista que leva a liderança para o filho do presidente", disse o Delegado Waldir nesta sexta-feira. A reunião do PSL foi convocada pela ala pró-Bivar para definir os próximos passos da crise.  Nesta quinta-feira, o presidente do PSL tomou a decisão de retirar o deputado Eduardo e seu irmão Flávio Bolsonaro, senador, do comando da legenda em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente.  Outro representante do grupo alinhado ao atual comando da sigla, o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), afirmou ao chegar à reunião que serão realizados ajustes no quadro da legenda para "solidificar" e "fortalecer" a posição de Bivar.  De acordo com Olimpio, a saída dos filhos de Bolsonaro dos diretórios estaduais será discutida na reunião desta sexta. "Eu não sei se já fizeram as notificações em relação a isso. Vamos definir hoje isso. Eu defendo que [o Eduardo] já saia já [do diretório em São Paulo]. O Flávio do Rio também", declarou.  Major Olimpio defendeu uma tentativa de reaproximação de Bolsonaro com o partido. Ele disse que a legenda não quer perder o presidente e que o mandatário deveria chamar Bivar para uma conversa. "Ele é o nosso maior ícone político, talvez o único. Mas nós não queremos mais alguns que cercam o presidente Bolsonaro", concluiu Olimpio. OS DOIS LADOS NO RACHA NO PSL Bolsonaristas Eduardo Bolsonaro (SP), deputado federal Major Vitor Hugo (GO), líder do governo na Câmara Helio Negão (RJ), deputado federal Carlos Jordy (RJ), deputado federal Bia Kicis (DF), deputada federal Carla Zambelli (SP), deputada federal Filipe Barros (PR), deputado federal Bibo Nunes (RS), deputado federal Alê Silva (MG), deputada federal (retirada da Comissão de Finanças e Tributação) Daniel Silveira (RJ), deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), deputado federal Flávio Bolsonaro (RJ), senador Bivaristas Delegado Waldir (GO), líder do partido na Câmara Joice Hasselmann (SP), deputada federal e ex-líder do governo no Congresso Junior Bozzella (SP), deputado federal Felipe Francischini (PR), deputado federal (presidente da CCJ) Sargento Gurgel (RJ) deputado federal (cotado para substituir Flávio Bolsonaro no diretório do RJ) Nelson Barbudo (MT), deputado federal Professora Dayane Pimentel (BA), deputada federal Delegado Antônio Furtado (RJ), deputado federal Delegado Pablo (AM), deputado federal Heitor Freire (CE), deputado federal Major Olimpio (SP), senador
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